Turismo

O visto para o Canadá mudou – veja as novas regras

Não está sendo muito divulgado por aqui no Canadá e eu também não vi quase nada na imprensa brasileira, mas sim, o esquema de visto para o Canadá mudou. Não somente o visto de turista para brasileiros, mas também o esquema de pontuação do “Express Entry”, o meio  de conseguir a residência permanente no país.

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No que tange a isenção do visto de turista para brasileiros, a partir de maio de 2017 começara a valer uma nova lei. Brasileiros que tiraram o visto canadense nos últimos 10 anos ou que possuem o visto americano, poderão entrar no país somente com a emissão de uma autorização eletrônica via internet. Você paga uma taxa mínima, imprime e leva com você. Essa autorização será válida por 5 anos ou até o fim da validade do passaporte atual.

Veja bem: somente para quem tirou o visto canadense nos últimos 10 anos ou quem possui o visto americano. Se esse não é seu caso, você terá SIM que tirar um visto canadense para poder visitar o país. Facilitou um pouco, “pero no mucho”.

Caso você esteja pensando em mudar para o Canadá, saiba que as regras mudaram um pouco desde o último dia 19 de novembro. Se você não sabe como funciona o “Express Entry” ou quais são as opções de imigração para o país, leia o texto que fiz sobre o assunto.

Sim, eu quero ir para o Canadá. E agora?

Agora que você já está manjando e decidido, vamos as mudanças na pontuação do “Express Entry”.

A primeira e mais impactante é que quem tem uma oferta de trabalho válida por uma empresa canadense, receberá 50 pontos a mais e não os antigos 600 pontos. Para você ter uma ideia do impacto dessa mudança, faça as contas comigo: para você ser aceito no “pool” precisa ter no mínimo 300 pontos no total dos 1200 possíveis. Mais de 3.000 pessoas com pontuação entre 200 e 250 pontos mas que tinham ofertas válidas de trabalho, somando assim um total de 800 a 850 pontos, tiveram o visto emitido nesse ano. Nessa nova regra, nem com o convite de trabalho eles estariam concorrendo ao visto pois ficariam abaixo dos 300 pedidos.

Para ofertas de trabalho de cargos de diretoria e governo em casos especiais (consulte sempre cic.gc.ca) essa pontuação é de 200 pontos. Isso deixa claro que o governo está priorizando expatriações de alto escalão nas empresas.

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A outra mudança que acho importante mencionar é que quem possui educação superior de graduação e pós graduação concluídos em território canadense, passa a ter 15 pontos a mais automaticamente. Essa pontuação sobe para 30 caso você complete um mestrado ou doutorado no pais.

Sem dúvida nenhuma essas mudanças deixam a concorrência para o visto permanente muito mais acirrada que antes e um pouco mais justa. Antes, bastava você ter uma oferta de trabalho para ser aceito no programa, já que a última nota de corte foi de 471 pontos (16/11/2016) e você poderia levar 600 só pela oferta. Agora, são 50 pontos a mais na mesma situação. Suas credenciais, performance de línguas (inglês e francês) e experiências profissional e acadêmica ganham muito mais importância.

Eu só acho que o peso para a educação em solo canadense ficou desproporcional aos outros quesitos. É indiscutível que quem faz uma graduação ou pós graduação no Canadá e fica no país com o visto de trabalho após a curso, já está adaptado ao país, clima e cultura e é o melhor candidato que existe para uma residência permanente.

Os 15 pontos para esse quesitos me parece muito baixo. Na minha opinião, deveria ser 50 pontos assim como a oferta de trabalho a um estrangeiro que mora fora do país e pode nunca ter vindo ao Canadá antes. E poderia ser os mesmos 50 pontos para todas as graduações, já que mestrado e doutorado já levam mais pontos nas credenciais acadêmicas.

Agora é esperar a próxima rodada de vistos para ver qual vai ser a nota de corte nesse novo método, o que deve acontecer entre 2 semanas e 1 mês. Assim, teremos a total noção da justiça provocada por essas mudanças e também se fica um pouco mais reais as chances de se conseguir a residência permanente.


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